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Avaliação psicológica tem prazo de validade?

Quase tudo na vida tem prazo de validade: um um carro, aquele celular do momento e até mesmo uma avaliação psicológica. Vivemos no mundo BANI, onde tudo muda muito rápido, o tempo todo. No ambiente de trabalho não é diferente. Afinal, as variáveis estão em constante mudança. 

Isso significa que uma pessoa pode mudar a sua forma de se comportar com o decorrer do tempo. A princípio, alguns itens contidos em um teste de personalidade aplicado hoje podem não ser mais úteis no ano que está por vir. 

Por isso, para ter sucesso nos negócios, vale a pena reavaliar todo ano a equipe com o teste de personalidade MAPA

A ferramenta, que faz parte da avaliação psicológica, fornece às empresas o acesso a resultados mais profundos. E, assim, mais eficientes.

Se você ainda não conhece o teste, solicite agora mesmo uma apresentação completa!

O que é uma avaliação psicológica?

Podemos definir a avaliação psicológica como um processo que tem como proposta verificar as características de uma pessoa ou de um grupo.

Ela não se restringe à aplicação de testes. Pelo contrário, engloba ferramentas usadas no processo de avaliação. Em sua amplitude, envolve a integração de informações provenientes de diversas fontes. A exemplo, testes, entrevistas, análise de documentos, dinâmicas de grupo, entre outros.

No trabalho, a avaliação psicológica é usada quando o assunto é seleção ou avaliação de aspectos a trabalhar com a equipe. Vale lembrar que, segundo o Conselho Federal de Psicologia (CFP), o psicólogo é o único que tem a permissão para exercer essa atividade.

Em resumo, a avaliação psicológica busca entender  as habilidades, comportamentos, traços e o potencial de cada pessoa. Ela é crucial para ajudar a empresa na tomada de decisão. Afinal, traz benefícios tanto para a empresa quanto para o funcionário.

Na MAPA, por exemplo, usamos uma metodologia completa. A nossa atuação engloba cultura organizacional, liderança, segurança do trabalho, saúde emocional e muito mais.

Histórico da avaliação psicológica

Pode-se afirmar que a avaliação psicológica é uma das áreas mais antigas da Psicologia. O estudo dos testes psicológicos, uma das etapas da avaliação, se fortaleceu na Europa e nos EUA no século XIX. Na época, crescia o interesse pelo tratamento de transtornos mentais e emocionais.

Com a revolução industrial, veio a necessidade de avaliar e classificar o desempenho das pessoas. O objetivo era que eles pudessem ocupar cargos nas indústrias novas. O mesmo valia para a área militar, pois era preciso escolher pessoas mais qualificadas. 

No âmbito escolar, a avaliação também apareceu. A testagem passou a ser útil para avaliar construtos como inteligência, por exemplo. Nesse sentido, ela classificava os alunos de acordo com os seus potenciais.

Aliás, vale lembrar que a testagem psicológica se distingue de avaliação psicológica, sendo uma parte do processo. Vamos entender melhor?

O que é um teste psicológico?

O teste psicológico, segundo a Resolução nº 005/2012 do CFP, nada mais é do que um método que avalia construtos que não podem ser vistos de forma direta. A exemplo, podemos citar a atenção e o altruísmo. 

Em outras palavras, serve para medir algum construto, ou seja, avalia características nas áreas de emoção, cognição, memória, atenção, entre outros. Dessa forma, registra amostras de comportamento e respostas dos indivíduos.

Teste de personalidade na avaliação psicológica

O teste de personalidade, por exemplo, evidencia características emocionais, motivacionais e de atitudes. Nesse sentido, mostra como as pessoas tendem a se comportar em situações distintas. Por isso, ele é crucial no ambiente de trabalho, pois mapeia o perfil de uma pessoa ou mesmo de um grupo. 

Para usar um teste, é preciso perceber se ele está em condições de uso. Para isso, é preciso atender aos seguintes itens do CFP:

  • Princípios éticos abordados no Código de Ética do Psicólogo;
  • Integralidade dos fenômenos sociais e culturais do indivíduo;
  • Fatores socioeconômicos que influenciam na dinâmica do trabalho, o processo de exclusão social e o desemprego. 

E isso não é tudo. Ainda que o teste atenda à lista acima, ele precisa ser aplicável em contextos para os quais os estudos apontem bons resultados. Em outros termos, o fato de ele ser validado pelo Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (SATEPSI), não significa que o teste pode ser usado em qualquer situação.

Sabendo disso, cabe ao psicólogo buscar os melhores instrumentos para cada objetivo. Para isso, deve levar em conta a validade, a normatização e a fidedignidade dos construtos.

Qual a validade de um teste psicológico?

Em 2001, o CFP criou o SATEPSI com o intuito de certificar os testes como aptos ou inaptos para o uso. Como dito, para ser um teste válido, é preciso cumprir algumas normas. 

Os testes  favoráveis ao uso se encontram na lista do site SATEPSI. Porém, existe um prazo de validade, ou seja, uma data limite para utilização. Vale dizer que os testes precisam passar por uma revisão regular, sendo que o prazo não pode exceder 15 anos, de acordo com a resolução do CFP 009/2018

Em outras palavras, a resolução diz que os estudos de validade, precisão e normas dos testes psicológicos terão o prazo máximo de 15 anos. Eles são contados a partir da data da aprovação do teste pela plenária do CFP.

Mas o que seria essa validade? 

Ela diz respeito ao grau em que um teste mensura aquilo que se propõe. Nesse sentido, pretende responder à seguinte pergunta: quão exato é o teste a medir o atributo que pretende?

Por exemplo, se uma empresa busca um perfil de força física de nada vale a aplicação de um teste de inteligência. Então, a validade precisa ser compreendida de forma contextual e estabelecida sobre grupos determinados.

Hoje em dia, as evidências que tornam um teste válido se dividem em:

  • Validade de construto;
  • Convergente;
  • Validade discriminante;
  • Relativa ao critério. 

Conheça as validades

A primeira delas, a validade de construto, é a principal. Ela fala do grau de evidência científica que nos permite dizer se o teste mensura o atributo ou qualidade que se propõe. 

Exemplo: se queremos avaliar uma qualidade psicológica, como a atenção concentrada, é preciso ter um instrumento que nos permita estudá-la. E é aí que entra a validade de construto. 

Quando falamos em validade convergente, esperamos que algumas variáveis estejam associadas. Por exemplo, depressão muitas vezes está ligada a ideações suicidas. Já a validade discriminante diz da relação nula entre algumas variáveis. A exemplo, uma pessoa com depressão muitas vezes não terá interesse em relações sociais.

Por fim, a validade relativa ao critério fala da relação entre o que o teste mensura e um critério. Ele pode ser:

  1. Concorrente: é o grau com que um novo método se relaciona com outro que já existe e é tido como válido.
  2. Preditivo: diz do grau com que o resultado de um teste é capaz de prever o comportamento futuro da pessoa. Exemplo: um teste de atenção pode predizer o sucesso de um candidato em uma empresa.

Sabendo disso, vale dizer que os testes psicológicos podem ser usados em avaliações psicológicas e em pesquisas. Por exemplo, eles são essenciais para que o psicólogo tenha em mãos ferramentas mais objetivas e com respaldo da ciência para responder às mais diversas demandas.

Qual a validade do teste psicológico MAPA?

O teste MAPA fornece informações valiosas de forma mais rápida. Sendo assim, podemos dizer que ele facilita o processo de avaliação psicológica de qualquer empresa. Por meio de seu uso, é possível ampliar percepções sobre uma pessoa ou um grupo.

Na verdade, não existe uma norma em relação ao tempo para reaplicar o teste. Porém, ele se trata de uma análise baseada em uma teoria interacionista. Isso significa que o contexto tem um lugar na construção da personalidade da pessoa. Então, o ideal é que as reavaliações sejam feitas todo ano.

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Wanessa Viegas

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