Avaliação psicossocial no contexto da história do trabalho

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Como sabido, o trabalho encontra-se presente no cotidiano dos seres humanos desde tempos pré-históricos, sempre atrelado ao atendimento das necessidades essenciais à manutenção da vida.

Ao longo das eras, o sistema de produção mostra-se intimamente atrelado ao contexto histórico e às especificidades socioculturais e econômicas de onde emerge e qualifica. Recentemente, a partir da industrialização dos modos de produção e do surgimento de associações para defesa e coordenação dos interesses econômicos de indivíduos e coletivos profissionais, a humanidade começou a discutir e a implementar normas regulamentadoras que estabelecem direitos e deveres dos colaboradores passando a exigir a configuração de instituições, empresas e organizações pautadas por essas diretrizes.

Ainda mais recente é o surgimento das disciplinas e metodologias que visam “compreender a natureza humana por meio da análise da vida social concreta, do desenvolvimento histórico e da organização cultural” (Guzzo, 2011) e a sua aplicabilidade no mundo dos negócios. A psicologia como disciplina definida e regulamentada, assim como, sua incorporação no complexo econômico laboral dominante só se deu em meados do séc. XX.

Embora recente, nota-se que desde o seu surgimento como ciência e profissão, a psicologia vem se destacando por desenvolver e aprimorar técnicas, instrumentos e procedimentos que intentam realizar diagnósticos complexos: aqueles capazes de agregar elementos psicológicos e as motivações humanas sempre associados à elementos sociais, históricos, culturais, econômicos – os quais, muito embora aparentemente díspares sempre se apresentam interconectados.

Segundo Guzzo (2011), o intuito desses diagnósticos é clarificar pressupostos subjetivos sem rechaçar a materialidade das situações sociais ou repelir a concretude dos fenômenos cotidianos que se encontram na base de qualquer avaliação psicológica. Ao que se refere mais especificamente à esfera da psicologia aplicada ao universo laboral, preocupação igualmente recente e que denota um avanço do cuidado com as relações de trabalho, destaca-se, notadamente, o tema da segurança e prevenção de acidentes e nesse quesito a técnica mais avançada apregoa a relevância de se avaliar continuamente o colaborador. O objetivo é mitigar acidentes e minimizar custos com afastamentos e indenizações.

A avaliação psicossocial

A avaliação psicossocial configura-se como ferramenta hábil em integrar facetas individuais e coletivas, psicológicas e sociais, enfatizando a relação de interdependência entre esses aspectos. Essa metodologia busca, segundo Guzzo (2011), por meio do entendimento contextualizado dos processos psicológicos e sociais, dos atores sociais e dos eventos que eles protagonizam, identificar convergências e divergências que sirvam aos processos de atenção, intervenção e/ou prevenção.

O intuito é cartografar o perfil psicológico individual para determinadas atividades laborais – principalmente aquelas que colocam os colaboradores em situações extremas – e a partir desse mapeamento poder discriminar fatores psicossociais que circunstanciam e ocasionam sofrimentos, assim como vulnerabilidades individuais e coletivas no âmbito do trabalho, tendo como finalidade principal a prevenção de acidentes e a preservação da vida e do bem-estar psicofísica do trabalhador. No Brasil, a avaliação psicossocial se tornou uma exigência do Ministério do Trabalho em atendimento às Normas Regulamentadoras (NRs).

A técnica deve ser aplicada por profissional habilitado e sempre associada à indicação de exame solicitado por médico credenciado. Muito embora ela deva ser o primeiro elemento utilizado no momento da contratação de um funcionário – avaliação psicossocial com caráter admissional com vistas à identificar traços de personalidade e fatores individuais/organizacionais que possam atingir negativamente a saúde do colaborador – ela deve ser reaplicada periodicamente, tendo por meta eliminar possibilidades de incidentes provocados por estados psicológicos inadequados.

Expertise que faz a diferença

A MAPA atua na produção de ferramentas para avaliação de pessoas desde 1984 e vem se destacando por oferecer às instituições metodologias e diagnósticos organizacionais complexos hábeis em constituir uma base de informações sólida para que as empresas possam compreender os aspectos psicossociais de seus colaboradores e assim poderem ser mais assertivas em seus processos de Recursos Humanos, contribuindo para a redução de riscos de acidentes e dos índices de absenteísmo e afastamento por transtornos psicológicos.

Thiago Michetti

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