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Como fica a saúde mental no mundo BANI?

O mundo está em constante evolução e o fato é que a nossa saúde mental não é mais a mesma. De um universo volátil, incerto, complexo e até mesmo ambíguo (VUCA), migramos, na pandemia, para um novo patamar. Agora, também vivemos um período frágil, ansioso, não-linear e incompreensível (BANI). 

Diante de tantas transformações, algumas questões ficam no ar quando o assunto é trabalho. Será que a sua empresa está preparada para viver neste cenário cada vez mais conectado? A equipe é resiliente e se adapta bem às mais diversas circunstâncias? Como anda a saúde emocional dos funcionários no cenário pandêmico?

Se você titubeou ao responder uma dessas perguntas, não se preocupe: a MAPA pode te ajudar. Afinal, trabalhamos com uma solução completa de gestão de pessoas e avaliação psicológica. Por meio de um diagnóstico profundo, você tem a oportunidade de entender melhor a sua equipe. 

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O que é o mundo VUCA?

Criado no período pós-Guerra Fria, o conceito norte-americano VUCA (volatility, uncertainty, complexity, ambiguity) surgiu na década de 1980.  A ideia era explicar a volatilidade, a incerteza, a complexidade e a ambiguidade de um mundo em constante mudança.

Diante de um cenário de instabilidade, de novas tecnologias e de transformações cada vez mais rápidas, os militares usaram o termo para descrever as conjunturas de guerra. Além disso, precisavam entender como o exército atuaria frente aos possíveis conflitos.

O tempo foi passando e o mundo foi se tornando cada vez mais interligado, tecnológico e digital. O VUCA se tornou popular nos anos 2000 e, desde então, vem trazendo desafios ao nosso dia a dia. Se pararmos para pensar, não faz tanto tempo assim que deixamos de sair para comprar um CD. Ou mesmo de usar o telefone fixo como principal forma de comunicação, não é mesmo?

Desvendando o VUCA

Como visto, o VUCA traz consigo quatro palavras. Em português são: volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade. Veja só:

Volatilidade

Diz respeito à velocidade das mudanças e do desafio em lidar com o novo. Quanto mais volátil é o mundo ou o mercado, mais rápido as coisas mudam. Isso significa que é muito mais difícil planejar ou prever cenários, tendo em vista que não há um caminho estruturado. 

Incerteza

Como tudo muda muito rápido, as pessoas ficam perdidas, sem entender o que acontece. Por exemplo, as informações de que dispomos hoje não são suficientes para fazer previsões concretas em relação ao futuro.

Complexidade

A princípio, o sistema é complexo. Hoje, é preciso levar em conta diversos fatores para tomar decisões mais eficientes. Por exemplo, podemos dizer que a conectividade e a interdependência são dois dos fatores que aumentam a complexidade. Sendo assim, como prever resultados de ações isoladas e ainda manter a saúde mental?

Ambiguidade

Por fim, a ambiguidade nos diz sobre a falta de clareza e concretude para interpretar e analisar os contextos complexos. Aliás, temos que ter cuidado ao comparar uma situação de hoje com experiências anteriores, já que tudo muda o tempo todo.

Como as organizações sobreviveram ao VUCA?

Até bem pouco tempo atrás, o conceito VUCA era bastante utilizado para orientar as organizações. O termo se tornou aplicável já que passou a traduzir os mais diversos eventos imprevisíveis. Diante das incertezas frente ao mundo tecnológico, as empresas sentiram uma imensa dificuldade em fazer planejamentos.

Primeiramente, para se destacarem em um ambiente VUCA, elas se viram obrigadas a aprimorar habilidades. Em primeiro lugar, como lidar com as mudanças inevitáveis? Para isso, a resposta foi: resiliência. Prosperaram aquelas organizações que investiram em capacitação em um mundo tão volátil. 

Manter a equipe com a saúde mental em dia e uma visão positiva diante dos acontecimentos foi crucial para o sucesso. Além disso, sobrevivem até hoje aquelas empresas que têm a flexibilidade como um mantra. Afinal, como lidar com a instabilidade do mundo VUCA com processos engessados? Impossível.

Outro ponto que merece destaque é a multidisciplinaridade. Frente aos desafios e à necessidade de encontrar soluções eficazes, nada mais certeiro do que contar com um time multidisciplinar, ou seja, propenso a obter sucesso por meio do estudo de diversos assuntos.

Por fim, vale dizer que, diante de um cenário sem respostas, é necessário coragem. As organizações que entenderam isso, seguiram uma linha de raciocínio e tomaram decisões dentro de um contexto ambíguo também ficaram um passo à frente. Afinal, não dá para ficar estagnado diante de tantas mudanças.

Do Vuca ao Bani em pouco tempo: como fica a saúde mental?

No mundo VUCA, a tecnologia e a imprevisibilidade eram cartas importantes no jogo. Mas, com a chegada do mundo BANI, em 2018, o cenário mudou um pouco. A volatilidade deu lugar a um mundo frágil. A incerteza trouxe a ansiedade. A complexidade passou para a não-linearidade. E a ambiguidade virou incompreensão. O que houve, afinal?

Basicamente, o termo BANI (Brittle, Anxious, Nonlinear, and Incomprehensible) foi criado pelo antropólogo e futurista Jamais Cascio um pouco antes do aparecimento da Covid-19. Na verdade, o americano já tinha percebido que o conceito VUCA não era mais suficiente para explicar o cenário que enfrentamos.

Para ele, é como se faltasse alguma coisa, uma vez que a volatilidade ou mesmo a complexidade passaram a ser lentes embaçadas para enxergar o mundo atual. Daí, veio o grande divisor de águas: a Covid-19. A pandemia, que surgiu em dezembro de 2019 na China, acelerou a transformação digital, dando ainda mais sentido ao acrônimo.

Entendendo melhor o mundo Bani

Chegou um momento em que as situações não estavam só instáveis, mas caóticas. Da mesma forma, as condições difíceis de prever, tornaram-se imprevisíveis. O que era ambíguo ficou incompreensível. O que era VUCA virou BANI. E agora?

Muitos dizem que estamos vivendo os dois mundos, outros acreditam que o BANI seja a evolução do VUCA. Em resumo, é como se vivêssemos em dois universos ao mesmo tempo, embora o BANI traga questões mais atuais. Em português, a sigla significa: frágil, ansioso, não-linear e incompreensível. Entenda:

Frágil

Você já tinha parado para pensar que um único vírus poderia colocar em cheque a vida das pessoas? E mais: o emprego de cada um, a saúde mental, a paz… 

O fato é que o mundo se fragilizou com a chegada da pandemia. Da mesma forma, o inesperado bateu à nossa porta  para dizer que estamos suscetíveis a catástrofes a qualquer momento. O que é sólido hoje pode desmoronar amanhã, como em um piscar de olhos. Diante disso, qual a sua carta na manga? Qual a saída da sua empresa? Você está um passo à frente?

Ansioso

Já sabemos que a ansiedade é o mal do século. Ela é um dos sintomas mais presentes e um dos principais pontos de debate quando o assunto é saúde mental. Essa emoção, que traz medo e tensão, faz parte do mundo BANI. Ela vem desse senso de urgência, da incerteza que nos rodeia, da preocupação com o amanhã.

Quantas pessoas, na pandemia, ficaram tão ansiosas perante a gravidade da situação que preferiram parar de acompanhar as notícias? Ou optaram por ficar dentro do controle de sua própria bolha? No mundo corporativo, por exemplo, também veio o home office e um turbilhão de dúvidas.

Não-linear

Esta é a época em que os planejamentos a longo prazo já não fazem tanto sentido, tendo em vista as mudanças que insistem em aparecer. Como adaptar o negócio para fazer parte dessa nova realidade? Eis a questão. É preciso aceitar que não temos controle de tudo: os eventos parecem desconectados e desproporcionais. 

Incompreensível

Frente ao desconhecido, as certezas ficam abaladas. Por vezes, tentamos encontrar respostas que não fazem mais consegue explicar como os arquivos se armazenam na nuvem?

Outro exemplo: hoje, um simples post no Instagram pode impactar negócios de milhões em poucos segundos. Tudo isso mexe com a saúde mental e com a vida das empresas, das equipes, dos clientes… E, claro, da sociedade de forma geral.

Basicamente, o mundo BANI traduz as grandes mudanças ocorridas nos últimos anos em decorrência das evoluções tecnológicas e comportamentais das pessoas. Em resumo, ele parte do princípio de que o que temos certeza hoje pode ser incerto amanhã. 

E essa incerteza traz consequências…Então, como lidar com isso enquanto empresa? Como garantir a saúde mental da equipe em tempos tão imprevisíveis? Em suma, como ser assertivo?

Como as empresas devem lidar com o mundo BANI?

Diante desse contexto, uma alternativa para as empresas é buscar fortalecer a equipe. Um dos caminhos para fazer isso é construir uma boa cultura organizacional, ou seja, um local onde os funcionários se sintam engajados o suficiente para “vestir a camisa” de maneira colaborativa. 

Com um time que fala a mesma língua, é possível ter uma produtividade maior para adotar estratégias de enfrentamento diante do desconhecido, por exemplo. Da mesma forma, também vale a pena investir em capacitação de pessoal tendo em vista a não-linearidade e a fragilidade do mundo. Em outras palavras, uma equipe unida tirará o máximo de proveito de uma situação. 

Falando na não-linearidade, os planejamentos rígidos ficaram obsoletos. Nesse sentido, as organizações que não buscam inovação e uma equipe multidisciplinar podem perder espaço para a concorrência devido à competitividade. Cada vez mais, é preciso se adaptar com rapidez às mudanças no ambiente.

Pensando nisso, as organizações devem estar sempre de olho em novos equipamentos, ferramentas e metodologias de trabalho.

Como fica a saúde mental dos colaboradores?

Mais do que nunca, é preciso voltar os olhos para a saúde emocional do colaborador. Um profissional com a saúde mental debilitada pode desenvolver diversos problemas, como o Burnout, a depressão, a própria ansiedade em si e outras doenças psicossomáticas.

Apenas para se ter uma ideia, um estudo do Instituto Ipsos aponta que 53% dos brasileiros ficaram com o bem-estar prejudicado depois do início da pandemia. Na verdade, essa porcentagem só é maior em quatro países: Itália (54%), Hungria (56%), Chile (56%) e Turquia (61%).

Pensando nisso, toda empresa precisa ter em mente o quanto é interessante ofertar programas de qualidade de vida, métodos e planos de ação que podem ser elaborados de forma mais assertiva. Para isso, é possível utilizar a avaliação psicológica ou psicossocial, por exemplo. 

Nesse sentido, sua empresa avalia o bem-estar da equipe? Além disso, há alguma ação voltada para a saúde mental? Já pensou em fazer uma pesquisa de clima? Por exemplo, a liderança da empresa está apta a conduzir pessoas de forma colaborativa e autoconfiante?

Em suma, há diversas ações que oferecem ao time e ao gestor a oportunidade de autoconhecimento e autodesenvolvimento. Além do mais, estratégias como essas permitem que a empresa retenha talentos e aumente a sua produtividade. Inclusive, isso pode evitar o turnover.

Em resumo:

  1. Para lidar com a fragilidade, é preciso capacitação e resiliência;
  2. A fim de contornar a ansiedade, é preciso cuidado com a saúde mental;
  3. Em um mundo não-linear, adaptação é a palavra-chave;
  4. Diante da incompreensão, é preciso transparência e inovação.

Por fim, vale dizer que a MAPA pode te ajudar em todos esses processos. Afinal, somos especialistas em entender pessoas através de ciência e dados. Com mais de 35 anos de experiência em pessoas, hoje somos capazes de trabalhar com cultura organizacional, liderança, segurança do trabalho, saúde emocional e muito mais.

Entre em contato conosco!

Wanessa Viegas

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