Como prevenir o risco de acidente de trabalho?

Aspectos emocionais estão ligados diretamente com a produtividade e segurança dos colaboradores:

A saúde emocional do trabalhador cada vez mais tem se tornado foco de ações que visam a prevenção de acidente de trabalho. Isto porque, de acordo com a Previdência Social, os transtornos mentais são a terceira causa de incapacidade no trabalho e correspondem a 9% da concessão de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez. Entre 2012 e 2016, as reações graves ao estresse, transtornos de adaptação, episódios depressivos e transtornos ansiosos foram responsáveis por 79% dos afastamentos no Brasil.

O equilíbrio emocional do sujeito é um dos aspectos que influencia diretamente na qualidade de vida do colaborador. Ela pode ser prejudicada por fatores como o excesso de carga de trabalho, tarefas que não correspondam às competências, ou políticas inadequadas de saúde e segurança.

Em decorrência dos aspectos emocionais alterados, eleva-se o número de afastamentos e atestados, dessa forma a produtividade do colaborador e a entrega de resultados ficam comprometidas.

A saúde emocional funciona como medida de segurança, e o reconhecimento da relação entre trabalho e adoecimento mental, é o primeiro passo para a prevenção dos agravos e promoção da saúde do trabalhador.

De que maneira o desequilíbrio emocional, adoecimento psicológico, e outros fatores, podem contribuir para maior probabilidade de acidentes de trabalho

O ser humano é um ser biopsicossocial, assim é um ser multideterminado pela interação com o ambiente, com as pessoas e com o contexto em que se insere. Aspectos emocionais exercem grande influência no desempenho profissional, interferindo na capacidade de concentração, raciocínio e memória, podendo aumentar o risco de acidentes.

Os acidentes de trabalho são decorrentes de diversos fatores, um dos fatores que ocupa lugar de destaque como causa de acidentes de trabalho é o fator humano, que compreende características psicossociais do trabalhador, atitudes negativas para com as atividades prevencionistas, aspectos da personalidade, falta de atenção, entre outras.

Transtornos mentais como a ansiedade e a depressão, produzem alterações cognitivas e neurofisiológicas, e alteram funções responsáveis pela formação da memória, raciocínio e a percepção. Assim, a forma como a pessoa apreende a realidade também é alterada, inclusive a percepção de risco e perigo iminente, contribuindo para o aumento de risco de acidentes. O estresse no trabalho também pode levar a problemas comportamentais, incluindo abuso de álcool e drogas, aumento do tabagismo e distúrbios do sono.

A importância de adotar medidas em prol da saúde mental dos colaboradores e prevenir os riscos de acidente de trabalho, tem sido defendida por entidades como a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para minimizar os riscos e impactos de acidentes, gerados pelos transtornos psicológicos e alterações emocionais, destaca-se a necessidade da implementação de iniciativas, que promovam a saúde mental e apoiem os colaboradores com alterações emocionais significativas. Para que as intervenções sejam eficazes, elas devem fazer parte de estratégias integradas de saúde e bem-estar, abarcando medidas de prevenção, identificação precoce dos riscos, apoio e reabilitação. Proporcionar momentos de comunicação clara e efetiva também podem contribuir para aumento e eficácia das medidas.

 

A Avaliação MAPA como ferramenta de identificação de riscos

A avaliação individual do profissional permite considerar suas características e competências de forma contextualizada, bem como os indicadores de risco de acidente. Com o resultado da MAPA, conseguimos visualizar, em indicadores, as características pessoais que podem prevenir ou contribuir, em menor ou maior grau, com o envolvimento do colaborador em acidentes.

Esses indicadores dizem respeito aos acidentes causados por um comportamento caracterizado como precipitado e/ou negligente. Esses são os principais motivos causadores de falha humana.

Dito isso, as questões que a MAPA aborda podem ser utilizadas de forma a relacionar os dados internos da organização aos indicadores e às dimensões, de forma a visualizar não somente os fatores de risco para aquele contexto e setor, mas também quais as características que funcionam como fatores protetivos. Além disso, são verificadas estratégias de enfrentamento, que permitem aos colaboradores lidar com as adversidades do trabalho e se proteger da exposição ao risco.

Cuidar da segurança e da prevenção de acidentes envolvendo o colaborador é um ponto de interesse e importância para as organizações, uma vez que eles podem gerar custos graves na vida do acidentado, bem como consequências financeiras e legais para a organização. Assim, realizar estudos de prevenção e identificação dos fatores psicológicos e aspectos emocionais que tornam as pessoas mais suscetíveis aos acidentes podem fundamentar estratégias mais assertivas e eficazes na manutenção do comportamento seguro do empregado e da operação.

 

Projetos

A MAPA possui grande experiência em análises voltadas para entendimento e identificação de risco, adquirida através da execução de projetos realizados pela Gerência Técnica, com envolvimento de Especialistas na ferramenta, junto aos clientes os quais seus negócios trazem esta demanda.

Destacamos a realização de avaliação de personalidade de mais de 100 colaboradores entre cargos operacionais e de liderança para identificação daqueles com susceptibilidade ao Risco de Acidente Físico. Estudo que deu subsídio a um Programa de Desenvolvimento e Prevenção ao Acidente de Trabalho dentro da organização.

A partir de um projeto com essa magnitude a empresa tem a oportunidade de acessar informações completas, assertivas e voltadas às especificidades internas, visto que é um trabalho pensado de maneira completa e coerente com a realidade e necessidade do cliente.

Referência:

XXV Encontro Nac. de Eng. de Produção – Porto Alegre, RS, Brasil, 29 out a 01 de nov de 2005 ENEGEP 2005 ABEPRO 2417

Fabiana Alves

Psicóloga e Analista Técnica na MAPA

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