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Saúde emocional: como cuidar em tempos de coronavírus?

A crise global causada pelo novo coronavírus é um cenário muito delicado, que também trouxe impactos consideráveis. Assim como a nova doença é invisível, existem outros “efeitos colaterais” que muita gente não vê. Um exemplo são questões como saúde emocional.

Todas as medidas de prevenção e as recomendações de isolamento e distanciamento social são essenciais. Porém, é preciso desenvolver outro tipo de cuidado, para que possamos evitar problemas psicológicos. Afinal, eles podem se agravar devido ao estado de incertezas que o mundo se encontra hoje.

Para que você encontre um caminho seguro em meio à pandemia e saiba como cuidar da sua saúde emocional, preparamos este conteúdo especial sobre o assunto. Conversamos com a sócia-diretora da MAPA Avaliações, a psicóloga Rossana Campos. Confira a seguir!

O que é e qual a importância da saúde emocional?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde emocional ou mental como “um estado de bem-estar onde o indivíduo realiza suas próprias habilidades, lida com os fatores estressantes normais da vida, trabalha produtivamente e é capaz de contribuir com a sociedade”. Por isso, podemos dizer que ela não se restringe somente a problemas como depressão, ansiedade ou quadros de pânico.

Nesse sentido, Rossana explica que a saúde emocional também diz respeito à capacidade de atingir objetivos e ter uma vida plena. “Quando olhamos para a saúde emocional, devemos cuidar da prevenção de problemas, das dificuldades emocionais que impedem uma vida tranquila. E, ainda, do fortalecimento dos fatores positivos, que compõem o bem-estar”, ressalta.

Quais são os sinais de que há algum problema?

As pessoas tendem a relacionar a saúde emocional às doenças mentais, como ansiedade ou depressão. Acontece que também devemos nos lembrar de que os níveis de tensão e preocupação exagerados, muito maiores do que se consegue enfrentar, também são sinais de alerta. Afinal, o fato de alguém não conseguir lidar com suas próprias emoções acarreta o surgimento dos problemas mais graves.

Os sentimentos mais primários, como é o caso do medo, são comuns e saudáveis até certo ponto. O que Rossana alerta é que, ao sair do controle, essas emoções negativas podem paralisar a pessoa diante de certas situações. E é aí que mora o perigo. Segundo ela, “quando não conseguimos entender as emoções e deixamos de agir de uma forma mais positiva, em geral, aparecem as doenças”.

O medo, nesse caso, está ligado à ansiedade, a uma apreensão e tensão exageradas. Por vezes, a pessoa não se dá conta disso. Sem esse autoconhecimento, as sensações só vão crescendo e podem estimular os sintomas físicos. A exemplo, alteração de frequência cardíaca, dificuldade de respiração e sensação de morte iminente. “Ela começa a ter dificuldade de realizar tarefas comuns do dia a dia e de se realizar na vida, com o prazer e a alegria de viver”, inclui.

Outros sinais de risco à saúde emocional ocorrem quando a pessoa começa a ter muito desânimo, perda de energia para fazer suas atividades e não vê mais sentido ou propósito nas coisas. Esse costuma ser o início de uma depressão, outro quadro que mostra como sintomas que começam bem sutis podem trazer patologias graves.

 Saúde emocional e contexto da pandemia

Estamos passando por um momento de contradições, de acordo com Rossana. O medo é, hoje, o sentimento que domina a maior parte das pessoas. O contexto de pandemia instalou essa sensação. Assim, devido à privação de convívio social, com mudanças nos hábitos de vida, muitos tiveram sua saúde mental afetada de alguma maneira.

A sócia-diretora da MAPA também cita “a perda do equilíbrio entre trabalho e lazer, a perda da autoestima e da autoconfiança e a dificuldade para se recuperar de problemas” como aspectos de risco. O nosso olhar de incerteza para o futuro e aquela ansiedade sobre como vai ser daqui para frente ainda traz uma insegurança.

“Algumas pessoas até lideram bem com a situação. Mas depois de um certo tempo, foram perdendo o ímpeto para estudar, trabalhar e se preparar para a vida que as espera”, relata. Os planos para o ano seguinte mudaram, como é o caso do início de uma faculdade ou da conquista de um emprego novo.

Por isso, a pandemia não é só um problema sanitário e econômico, mas também psicológico. Isso porque ela afeta a saúde física, emocional e financeira das pessoas. 

Quais as dicas para lidar com esse cenário?

Por conta do medo e do isolamento social , hoje várias pessoas se cruzam na rua com a sensação de que qualquer um pode ser uma ameaça. Por isso, a primeira dica é não deixar que esses sentimentos te dominem. “Devemos ter todos os cuidados contra o contágio da COVID-19. Mas essa sensação de risco diante de qualquer pessoa é também nociva”.

Agora, quem já está com a saúde emocional afetada de alguma forma tem que criar uma autoanálise para ter consciência do seu quadro. Isso significa não ignorar seus sentimentos de dúvida, solidão, medo e impaciência, por exemplo. Assim que houver clareza sobre suas atuais condições, vale buscar ajuda de profissionais. Aliás, os próprios centros de saúde oferecem esses atendimentos. Eles, inclusive, estão sendo feitos também a distância, com recursos virtuais.

Também vale conversar com outras pessoas sobre temas leves a fim de não alimentar esses temores e tensões. Somado a isso, é essencial evitar a visão de caos, que às vezes a mídia mostra, e reforçar sentimentos bons.

Vale a pena investir em tarefas que gerem prazer. A exemplo, ler um livro, ligar para alguém ou assistir a um filme. “Descubra aquilo que aquece seu coração, que traga alegria, que faça você se reconhecer de forma positiva, que dê sentido e significado à vida”, aconselha Rossana.

Como equilibrar a saúde emocional e o trabalho?

Com muitas pessoas atuando de forma remota, aconteceu uma drástica mudança de rotina. Agora, com o home office, ela passou por uma mudança de ambiente, horários e condições que podem cair o nível de produção. Isso sobretudo para quem mora com a família ou tem crianças em casa.

As empresas que estão atuam neste período de crise e adaptam seus processos precisam pensar para além da transformação digital, que é inevitável. Assim, Rossana salienta a importância de haver um acompanhamento psicológico da equipe. “Os gestores precisam cuidar das pessoas mais do que nunca, e não ficar só na correria da produtividade”, alerta.

A valorização das pessoas de uma empresa precisa ser o foco. Além de avaliações psicológicas e do apoio, promover momentos de relaxamento também é crucial para criar a saúde emocional da equipe. A MAPA, por exemplo, orienta empresas sobre como conduzir a equipe e fazer um levantamento real do estado do seu pessoal por meio de testes psicológicos

Ela ainda pontua que essa prática contribui bastante para o momento. Ela aproxima as lideranças dos seus times e promove autoconhecimento entre todos. Afinal, eles também são filhos, pais, cônjuges, amigos e netos. “Apesar de ninguém ter certezas sobre como será o futuro, isso vai passar.

A vida não vai ser sempre dessa maneira”, diz Rossana. O que é preciso fazer agora é ter esse autocuidado, ficando atentos aos menores sinais. Em resumo, é preciso cuidado para que não haja nenhuma perda ou abalo da saúde emocional.

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Equipe MAPA

Time de especialistas da MAPA

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