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Você sabe qual o papel do Business Partner?

Embora o conceito da profissão de business partner — ou “consultor interno de RH”, como é mais conhecida no Brasil — tenha sido criado há mais de 30 anos, o cargo ainda não é muito comum por aqui.

Devido à sua importância para as organizações, no entanto, vale a pena conhecer melhor essa atividade e avaliar se não é ela a solução para alguns problemas insistentes no dia a dia da empresa em que você trabalha.

Neste post vamos conhecer um pouco sobre esse profissional, que faz a ponte entre as áreas de Recursos Humanos e Negócios: suas funções, as dificuldades de adotar um modelo para a sua atuação e os desafios desta que é vista por alguns executivos como uma profissão essencial. Acompanhe:

O papel do business partner é integrar dois setores

Para compreender bem essa função, precisamos saber que ela nasceu como uma resposta para um problema comum em várias empresas: alinhar o conhecimento sobre pessoas e recrutamento com interesses mais técnicos do setor de negócios.

Basicamente, este último deve atender a demandas muito dinâmicas e técnicas. Seus profissionais são especialistas e comandam equipes generalistas que devem responder muito rápido às tarefas que eles delegam. E é justamente essa lacuna que cria um gargalo difícil de transpor.

O business partner entra aí, desenvolvendo uma metodologia para integrar essas duas áreas com visão e formação profissionais tão diferentes. Ele ouve o líder do setor de negócios, entende sua proposta de solução ou decisão e, junto com o setor de RH, cria uma resposta para ela — mudanças na política de contratações, treinamento, aperfeiçoamento etc.

Ele não é um especialista e sim um generalista, mas é capaz de lidar com os dois lados da questão: a visão técnica do gestor e os colaboradores, cujo diferencial é a visão de conjunto.

Sua profissão ainda não tem um modelo de aplicação

O criador do conceito de business partner foi o executivo e professor David Ulrich, que propôs algumas formas de aplicá-lo. Mas, conforme essa profissão começou a aparecer nas empresas, valeu a máxima de que “na prática, a teoria é outra”.

Na maior parte das vezes, as organizações escolhem alguém da área de negócios — aqueles líderes que, embora técnicos, apresentam um talento para assuntos interpessoais — e o recrutam para o cargo.

O problema mais comum em casos como esse é que, uma vez alocado na sua nova função, esse profissional percebe que suas tarefas entram em choque com as de outros cargos do RH, o que gera confusão e desmandos. Além disso, é comum encontrar altos cargos executivos com o nome de business partner, mas cuja atuação não é de forma nenhuma a que se esperaria desse profissional.

Ou seja: o papel desse colaborador é difícil de definir e tende a se confundir com outros cargos, num extremo ou no outro do seu campo de atuação.

Estabelecer sua atividade traz desafios

A atividade do business partner requer que ele desempenhe tarefas muito diferentes com naturalidade. Como planejador, é ele quem sugere ao setor de Recursos Humanos modelos de recrutamento que melhorem o desempenho dos colaboradores, além da captação de talentos para atender às novas necessidades do setor de negócios.

Esse planejamento deve prever riscos. E isso, muitas vezes, envolve técnicas de gestão de negócios que fogem ao seu entendimento já que, como dissemos, o business partner é um generalista.

Por fim, ele comanda equipes que colocam seu planejamento em prática e se assegura de que os colaboradores vejam o retorno dessa ação e os gestores de negócios também. E estamos falando de áreas muito diferentes entre si.

O seu trabalho ainda é indefinido e sua capacitação complexa. Mas é inegável que sua atividade nasce de uma necessidade real que não deve ser negligenciada pelas empresas: a tão procurada integração entre profissionais com formação mais geral e os especialistas. Se houver entendimento, delegação de responsabilidades e trabalho em equipe entre esses setores, o sucesso da empresa estará garantido!

Uma das atribuições do business partner é assegurar uma boa comunicação. E, por falar nisso, você sabe como dar feedback? Leia nosso texto sobre esse assunto e fique por dentro!

Equipe MAPA

Time de especialistas da MAPA

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