Síndrome de burnout no contexto das organizações

O estresse constante, se não controlado, pode levar ao esgotamento profissional conhecido também como síndrome de Burnout.

Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico causado por condições desgastantes, que geralmente demandam muita responsabilidade, e prejudica os aspectos físicos e emocionais do sujeito.

Embora inicialmente tenha sido associada a profissionais ligados a um estresse elevado diariamente, como médicos, bombeiros, enfermeiros e policiais, o esgotamento profissional pode ser ocasionado em profissionais de quaisquer áreas.

É muito comum que os workaholics (viciados em trabalho) desenvolvam esta síndrome, por se esforçarem muito com o trabalho e se esquecerem dos momentos de descontração. São profissionais que estão sempre alertas, estando exaustos o tempo todo.

Além disso, a síndrome geralmente atinge pessoas que levam jornadas duplas, como, por exemplo, mães – ou pais – que precisam focar no trabalho e, ao mesmo tempo, nas tarefas de casa.

Apesar de estar muito associada ao ambiente de trabalho, o Burnout pode surgir também diante de tarefas excessivas em outros âmbitos da vida, como faculdade ou até mesmo tarefas domésticas. Ele está associado com o excesso de esforço físico, mental ou emocional, seguido de poucos momentos de descontração.

Uma pessoa com Burnout pode apresentar sentimento de incapacidade, esgotamento físico e mental, angústia, ansiedade, problemas de sono, nervosismo, tonturas, cansaço excessivo e até mesmo pensamentos suicidas.

Além disso, o esgotamento profissional também pode causar sintomas físicos, como enxaqueca, hipertensão, crises de asma, dores musculares, palpitações, gastrite,  etc.

Por ser muito parecida com a depressão e o estresse, a síndrome de Burnout pode facilmente ser confundida, por apresentar sintomas similares a essas patologias. Por isso é muito importante se atentar aos sintomas e às diferenças entre elas.

O estresse pode ser entendido como um estado de tensão emocional que produz um estado psicológico desagradável que é ocasionado como uma resposta física e psicológica a tudo que a pessoa sente por estar sobrecarregada, mas não necessariamente irá desencadear a síndrome de burnout. Além do mais, a pessoa estressada tende a relaxar e descontrair após passar pela situação crítica.

O Burnout é ocasionado quando a pessoa se sente estressada e sobrecarregada por muito tempo, mesmo quando não está diante de uma situação crítica. Além de se sentir frustrada e exausta em relação ao trabalho desempenhado, sentimento que, com o tempo, pode se estender a outras áreas de sua vida e ocasionar depressão.

Nesse sentido o Burnout se diferencia da depressão, considerando que a pessoa depressiva apresenta sentimentos de infelicidade com relação à vida como um todo e não somente em uma área da vida.

Seu diagnóstico é feito por um profissional após análise clínica do paciente e, como os sintomas surgem de forma leve tendendo a piorar com o passar dos dias, devemos procurar um profissional o quanto antes para evitar que a doença progrida.

Muitas pessoas negligenciam a situação por não identificarem todos os sintomas ou por receio de assumir o sentimento de que não estão entregando as demandas com alta produtividade.

Caso o sujeito seja diagnosticado com esta síndrome, seu tratamento é feito com psicoterapia, podendo ser necessário, em alguns casos, o uso de medicamentos indicados pelo profissional ou o afastamento temporário da rotina de trabalho.

A melhor forma de prevenir a síndrome de Burnout é utilizar de estratégias que diminuam o estresse, como, por exemplo: ter momentos de lazer para se divertir de distrair os pensamentos, praticar atividades físicas, meditar, reorganizar suas tarefas do dia a dia e entender que você pode errar assim como outras pessoas e se cobrar menos. Além disso, descansar adequadamente, mantendo uma boa noite de sono também ajuda na prevenção da síndrome.

Em resumo, a síndrome de burnout é causada pelo estresse excessivo prolongado e pode causar depressão. Procure um profissional caso identifique algum dos sintomas citados acima.

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Bruna Pousas

Psicóloga e Analista Técnica na MAPA

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